Caros teoremistas, queríamos informar que essa matéria pode fazer com que você adquira a doença dos “viciados em séries” na qual não temos a cura ainda, mas o lado bom é que esse post não tem contra-indicações! Brincadeiras a parte, o time do Teoremas de Bar reunião um time de peso no quesito séries para todos os gostos, então chega mais e vem conferir junto com a gente essas dicas valiosas 😀

  • Empolgante e viciante, Casty traz Orphan Black !

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Imagine que você veja um suicídio na sua frente e a pessoa que está cometendo é idêntica a você? Orphan Black começa exatamente assim e deveria ser assistida por todos os fãs que ficaram órfãos (olha o trocadilho) das loucuras de Lost.

A série entra em um patamar diferente pela atuação de Tatiana Maslany que dá vida a todos os clones que aparecem no decorrer da série. Cada clone é diferente entre si e a cada novo personagem vemos uma nova pessoa, uma nova interpretação e todas se tornam tão distintas entre si, que chegou a um ponto que mesmo sabendo que era a mesma atriz, me senti vendo várias atrizes diferentes 😃.

Primorosa, intensa e competente é assim que pode ser descrita a forma de atuação de todos os demais envolvidos na trama, seja o adorável Félix ou até mesmo o turrão detetive, todos tem seu papel dentro da história.

Clonagem humana é um assunto delicado, porém nessa série não existe nada de delicado, a clonagem é feita por pessoas poderosas e com uma filosofia que beira a insanidade mas que nos faz ao mesmo tempo questionar certos assuntos que são considerados “tabus” pela sociedade: Se temos o poder, por que não brincar de Deus? Com a tecnologia ao nosso alcance, por que não fazer uso pra melhorar o ser humano? Isso é realmente imoral e errado? Muitas são as questões que essa série levanta e eu recomendo que você corra o mais rápido possível pra o netflix e dar uma olhada nessa série imperdível!

  • No estilo “dramédia”, Álvaro nos apresenta Derek !

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Como a intenção da rodada de hoje é indicar séries e não necessariamente falar sobre aquela que mais amamos, vou me permitir escolher uma que talvez não seja tão conhecida. Pois acompanhe o meu raciocínio, você certamente já viu alguma coisa da minha favorita (provavelmente é ‘House’), então vale mais a pena indicar uma completamente nova do que bater na mesma tecla.

‘Derek’ é uma série inglesa, com apenas duas temporadas, estrelada por Ricky Gervais (comediante genial que criou ‘The Office’) e que conta a história do melhor sujeito que você vai conhecer na vida. Derek é um homem com um certo nível de deficiência mental, doce, ingênuo e estupidamente generoso que ajuda a cuidar de idosos em um pequeno lar da Inglaterra. Filmada naquele estilo de “falso documentário”, a série vai acompanhando o dia a dia aparentemente simples de Gervais (que tem uma atuação primorosa) e dos outros personagens na difícil missão de cuidar dos velhinhos. Ao mesmo tempo em que não se preocupa em ser politicamente correta para fazer graça, a história tem uma sensibilidade que provavelmente vai fazer com que você alterne gargalhadas e lágrimas (tudo isso dentro de 23 minutos). Para quem ama “dramédias” da melhor qualidade eu te peço (até imploro) apenas uma chance para ‘Derek’.

  • Uma trama de sucesso, Evelyn nos mostra Scandal !

Raramente uma série me pega de jeito, mas essa soube me conquistar. Primeiro, pela representatividade de uma mulher negra à frente de uma série de TV no horário nobre e, em segundo, pelos gerenciamentos  crises constantes. Em outras palavras, Scandal conduz o conceito de começo, o meio e (fim?) das crises que cercam e ainda vão cercar a Casa Branca de polêmicas, conflitos e situações bem dolorosas. Mais difícil ainda era manter toda a verdade por trás das eleições, dos assassinatos, das relações extra-conjugais longe da mídia e da curiosidade do público. Mas, uma vez que toda fortaleza precisa estar munida de ações e efeitos de ataque e contra-ataque, Olivia Pope (Kerry Washington – e eu já falei a vocês em outra #rodadadodia que ela é uma das minhas atrizes favoritas <3) se dedica muito mais a defesa da vida do Presidente Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn) do que à sua própria vida. Depois que ela deixa a Casa Branca e abre a Pope & Associates, convoca advogados/investigadores que, assim como Olivia, escondem suas verdadeiras origens e histórias; mas com o tempo, todos os segredos vão vindo à tona.

Mas, Evelyn, por que gostar tanto dessa série? Elo. Elo é a palavra que corre nas veias de cada episódio de Scandal. Pode ser um laço difícil de ser desatado com o passado ou resolver os problemas antes que o mundo inteiro saiba dos escândalos. Todos os personagens, fixos e os que se tornaram regulares, estão ligados entre si ou pela situação em que são, provocados por fatores internos e externos – destaco aqui: Mellie Grant (Bellamy Young), Rowan Pope (Joe Morton) David Rosen (Joshua Malina), Jack Ballard (Scott Folley), Cyrus Beene (Jeff Perry) e James Novak (Dan Bucatinsky, que me fez chorar muito, pra caramba, de verdade).

Apesar de as três primeiras temporadas constarem na videoteca do/da Netflix, a série é produzida pela ABC Studios e pela ShondaLand, foi criada por ninguém mais e ninguém menos que Shonda Rimes, mesma criadora de Grey’s Anatomy e da recente How To Get Away With Murder (HTGAWM) – e, choremos juntos pela sexta temporada, que só será gravada no ano que vem.

  • Cativante e louca, Gustavo apresenta Shameless !

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Shameless é uma série de comédia dramática, que conta a história da família Gallagher. Fank Gallagher (William H. Macy, que faz maravilhosamente o papel) é o pai alcóolatra, problemático e irresponsável que está chapado de mais para cuidar da família. Sem a figura da mãe, Fiona Gallagher é quem cuida da família e da casa da maneira que pode. Desde o roteiro original (UK), Shameless é ambientado no lado mais pobre da sociedade. Na versão americana, o sul de Chicago serve como pano de fundo para demonstrar o lado do sonho americano que ninguém fala.

Mas não se engane com o último parágrafo, é uma série que me faz chorar de rir, mas também de arranca bons suspiros de tristeza. Nunca assisti uma série com personagens tão cativantes, história tão absurdamente louca, mas sem perder o toque de realidade.

Em resumo, é porraloca, engraçadíssima, viciante e definitivamente NSFW!

  • Humor leve e risadas de graça, Monique retorna Seinfeld !

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Exibida entre 1989 e 1998 (já disse como eu amo os anos 90?), “Seinfield” é minha série favorita e a que continua me fazendo rir mesmo que eu veja mil vezes o mesmo episódio. Mas o que se esperar de uma série que fala sobre absolutamente nada em específico? De tudo um pouco! Composta por quatro personagens principais, Jerry Seinfield (comediante e ator com nome homônimo, ou seja, interpreta ele mesmo!), Elaine Banes (interpretada pela hilária Julia Dreyfus e conhecida também por ser a Christine de  “The new adventures of the old Christine”), George Constanza (interpretado por Jason Alexander, que vocês devem conhecer de alguns filmes) e Cosmo Kramer (interpretado por Michael Richards), a série mostra o dia a dia deles e suas peculiaridades, com muito humor irônico e sarcástico. Todo tipo de tema é abordado: assuntos de família, relacionamentos, problemas no trabalho e futilidades.

Os personagens secundários também são hilários, como os pais do George e o colega de apartamento do Kramer, por exemplo. “Seinfield” é até hoje considerada uma das sitcoms mais influentes da década… e o que mais gosto nela é o humor inteligente e direto, sem papas na língua, mostrando que de maluco, todo mundo tem um pouco!

  • Um grande fenômeno e uma história de peso, João nos fala sobre Sense 8 !

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A Netflix tem nos surpreendido bastante quando o assunto é séries originais. E sense 8 é sem dúvida um dos maiores sucessos da atualidade.

Dos criadores de Matrix, essa série tem um enredo envolvente, mistura ficção, suspense, drama e até um pouco de romance. É a história de oito desconhecidos de diferentes regiões do mundo que descobrem uma conexão entre si e a partir disso começam a passar por algumas situações inusitadas que vão estreitando um laço entre eles. Uma série inteligente que fala sobre preconceito, aceitação, auto conhecimento e ainda nos leva para uma imersão cultural passando por diversos países com costumes é hábitos muito distintos.

Se você gosta de sentir aquele frio na barriga e se apaixonar pelos personagens, essa com certeza é uma boa opção, sense 8 sem dúvida vai te prender do começo ao fim e em alguns momentos te emocionar muito.

  • Uma teia de segredos em meio à casos perigosos, Jéssica vem com Blindspot !

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O que falar dessa série que mal estreio e já considero pacas?! Blindspot é considerada uma série nova, pois foi lançada no final de 2015, com término da primeira temporada mês passado. O fundo da trama é um drama policial, mas a história vai muito além.

Jane, nossa protagonista, é encontrada dentro de uma mala em Plena Nova Iorque, nua, com o corpo coberto por tatuagens e sem memória. Com o desenrolar da história vemos que cada tatuagem leva a equipe principal do FBI a solucionar grandes casos policiais. Quem conhece CSI, vai se identificar um pouco com a trama, mas a cada episódio vemos que o “buraco” é muito mais embaixo, as histórias que circulam paralelamente vão se cruzando na medida que descobrimos mais e mais segredos.

Os personagens também são um ponto a destacar, cada um tem algo a nos revelar, enriquecendo mais a série. Infelizmente teoremistas, não posso contar mais coisas, se não, entregaria pontos cruciais da história. Então, fica aqui minha dica: Blindspot vai te surpreender 😉

UFA! Que surra que séries boas, hein ?! Depois dessas dicas apostamos que você vai correr para maratonar pelo menos umas duas hahaha ! Deixa aqui sua dica de série também, porque aqui, somos viciados assumidos ;D