Teoremistas, vocês já viram bastante dos nossos gostos e preferências, né?! Muito se tem conversado desde que estreamos essa coluna compartilhada. Nessa rodada vamos bater um papo e mostrar nossas opiniões sobre um assunto que é muito discutido hoje em dia: Relacionamento Aberto. Chega mais que o papo vai ser bom 😉

  • Casty Ferreira: A bem categórica:

Não obrigada! Acho super foda quem tem mentalidade pra encarar uma relação assim, porque se em uma relação à dois é complicado resolver certas coisas como: amor, carência e ciúmes , quando se está a três,quatro o número que seja é muito mais difícil administrar isso. Sei que hoje em dia isso tá muito mais difundido que a anos atrás e que as algumas pessoas encontram em um relacionamento aberto um ótimo caminho para de construir uma relação firme e duradoura, mas pra mim sei que  não tenho estruturas psicológicas para dividir a pessoa que eu gosto com outra e muito menos fragmentar meus sentimentos em dois ou mais.

  • Evelyn de Assis: A que já passou por isso e tem sua resposta na ponta da língua:

16 para 17 era a idade meio termo que eu tinha quando, pela primeira vez, me vi em um relacionamento aberto. Durante um desperdício de bom tempo, aceitei a situação, mesmo que nunca fosse assumida. Sendo passageiro, “coisa de adolescente” ou outra opção que surgir agora, essa era a condição definitiva para manter ao lado quem eu amo um dia pensei ser o “amor da vida inteira”. Levei uma boa surra desse amor da vida ao concluir que: há amor compartilhado, recíproco, sem limites. Mas não há amor por migalha, por tabela e tão menos parcelado no carnê com juros da realidade. Hoje, após a sucessão de más experiências desse período bem tortuoso, rejeito qualquer envolvimento dessa natureza. Não acho sadio, mas vejo que é necessário reconhecer que os relacionamentos estão mais diversificados e, com cada um, devemos trabalhar a nossa empatia e o nosso respeito. Ainda mais quando não há o que definir como certo ou errado o que os adeptos do relacionamento aberto veem como, simplesmente, o melhor para eles.

  • João Mendes: O que sabe bem o que quer:

Relacionamento aberto?  Não, obrigado.

Eis aí um tema que me deixou bastante apreensivo. Acho que nunca pensei sobre isso antes e também nunca ninguém me propôs um relacionamento assim, mas tenho a resposta na ponta da língua e pra mim não seria viável, muito menos saudável.  Não significa que eu não concorde ou desaprove quem está em um relacionamento aberto, pelo contrário, eu torço mesmo é pelo amor e pela felicidade das pessoas. Acho que se ambas as partes estão de acordo e sentem-se bem, está tudo certo. Tudo é uma questão de consentimento, de respeito. Eu, como bom pisciano que sou, acredito mais na monogamia, e também sou um pouco ciumento pra conseguir ficar tranquilo com esse tipo de relacionamento.

Sou bastante romântico, escrevo até poesias, então eu fico mesmo no eu e você, você e eu.

  • Salve Oliveira: Aquele que nos explica seu ponto:

Criança, eu sou da tribo do Lulu Santos e também considero justa toda forma de amor, mas… (o meu eu contador de histórias diria que o diabo se esconde no “mas”). Na minha cabeça um relacionamento aberto exige quase um contrato entre as partes. Na primeira cláusula estaria expresso que os dois precisam saber, né? Relacionamento quando é aberto só pra um ganha outro nome. Além do quesito ciência, a segunda coisa é que precisa ser bom pros dois. Se você mergulha em um relacionamento aberto só para agradar o coleguinha e se corta de desconfiança até quando o cara vai comprar ovos na esquina, isso não deve ser muito saudável.  Passando agora pra uma dimensão mais pessoal (desconfio que essa seja a ideia da rodada): eu não embarcaria mesmo numa dessas. Sou da trupe que acha lindo na vida dos outros, um barato, super moderno. Mas pra mim não rola, não tenho equilíbrio emocional nem pra levar um relacionamento normal, quanto mais um aberto. Mas não desanima não, hein gente. Continuem namorando dois, três, quatro, fazendo e o diabo, que quem tá aqui do lado de fora adora esse tipo de coisa.

  • E Monique Levy: A que fecha nossa discussão:

Concordo com os comentários dos meus amigos Álvaro e João. Acho que o mundo mudou e está mudando para uma direção onde todo tipo de relacionamento consegue e precisa ser respeitado – claro que vemos ainda algumas pessoas intolerantes, mas quero acreditar que isso com o tempo só vai diminuir. Não tenho nada contra e respeito quem aprecia e consegue viver um relacionamento aberto. Se existe cumplicidade entre todas as partes, ótimo. Mas eu, particularmente, não gostaria e acho que não me sinto capaz de viver em um relacionamento aberto. Em todas as relações que tive – e a que tenho há 4 anos – nem eu e nem o outro tivemos vontade de ter um relacionamento aberto.

Então Teoremistas fica claro a posição dos nossos colunistas né? Mas cada pessoa pensa e age da sua própria maneira e como diz nosso querido Lulu Santos “Consideramos justa toda forma de amor”.