O bicho do “textão” resolveu me picar. Tentei esquecer o incômodo. Mas, inquieta que sou, comecei a coçar. O incômodo se espalhou. E agora?Agora, ele se espalhou em palavras pelo corpo todo:

“Até as abelhas insuportáveis do Aquatic Ruin e virar bailarina pra quebrar as ruínas do Rusty Ruin eram mais fáceis. Como eu vim me enfiar aqui? Não quero fazer mais uma vida. Eu detesto essa fase. Eu odeio esse jogo. Como eu posso ser tão incapaz?”

Em algum momento, você vai chegar ao Marble Garden.

Quando acontecer, a única vontade que vai imperar é a espera ansiosa pelas explosões do problema maior e por aquele fim de tarde. Nenhum contratempo vai impedir que se sonhe com os estouros dos balões coloridos no Carnival Night. Nenhum.

Mas enquanto as chances só diminuem, é preciso parar de pensar por si só. É preciso parar de deixar a opinião daquele amigo para trás só porque você tem a certeza de que ele vai voltar de qualquer forma. Às vezes, certezas atrapalham. E atrapalham tanto que em vez de se concentrar no que é mais objetivo, acabam causando mais desatenção e desespero. E mesmo com o controle nas mãos, no desespero nada vai ser resolvido.

Em algum momento, você vai chegar ao Marble Garden.

Vai passar por uma dificuldade do cacete. Mas vai lembrar que não é mais aquela criança que dá o pause no jogo, chama o pai pra resolver e fica ao lado, atuando como coadjuvante do ponto de virada que deveria protagonizar. Mesmo que hoje seja possível derrotar os “Robotniks” sozinho, você vai aprender a não dispensar ajuda, a entender que o apoio é impulso e a vitória é uma ação conjunta.

Em algum momento, você vai chegar ao Marble Garden.

Mas vai sabendo que lá terá alguém para chegar na voadora, pegar bem firme as suas mãos e falar: Tô aqui e a gente vai vencer. É só uma fase.