Stranger Things é a nova série da Netflix, criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer. A série pode ser definida, segundo seus criadores, “como uma carta de amor aos anos 80”. E realmente é! São inúmeras as referências a filmes do Spielberg, mas também ao John Carpenter e como doses de Stephen King.

A história é sobre um garoto (Noah Schnapp) de uma cidadezinha dos Estados Unidos que desaparece de uma forma estranha. A série se divide em três linhas de investigação, as dos adultos, dos adolescentes e das crianças. Winonna Ryder é o principal nome do elenco, ela faz a mãe do garoto desaparecido. O Xerife (David Harbor) é o herói em busca de redenção e convive com a culpa de ter perdido sua filha prematuramente.

No núcleo adolescente temos Natalia Dyer como a típica adolescente que está florescendo os hormônios. Charlie Heaton faz o cara deslocado, estranho, que sofre bullyng e toda aquela baboseira adolescente.

Mas o encantador é o núcleo infantil. As crianças são o lado inocente e mágico de Stranger Things. E todos são incríveis! O trio central composto pelos atores Finn Wolfhard, Caleb McLaughlin e Gaten Mtarazzo partem na jornada para encontrar o seu amigo, mas ao longo do caminho encontram uma estranha garotinha (Millie Bobby Brow). Logo eles a correr contra o tempo quando descobrem que estão sendo perseguidos pelo governo e por um perigo maior ainda.

Mas o quanto menos você souber, melhor. E é do tipo de série que se você começar a assistir, não consegue parar.

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A série que realmente parece com um filme dos anos oitenta com sete horas de duração é uma homenagem definitiva a uma das décadas mais importantes para a indústria. E as referências estão por toda a parte, mesmo as referências do universo geek; Stars Wars, Dungeons and Dragons e etc. O carro é o mesmo Oldsmobile que Ash usa em Evil Dead. Há também referências a Lost Boys, Poltergeist, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e em certos momentos Alien. Até os clichês estão lá, mas acredite, isso não prejudica em nada a emoção de cada cena. Além do pôster da série lembra os filmes dos anos 80!

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Mas não importa a mistura, as referências ou os clichês, é uma série extremamente autentica, o roteiro é de fácil compreensão, mas nem por isso ele é bobo. A direção dos irmãos Duffer foi executada de forma magnífica e com certeza vamos passar a acompanhar a carreira dos caras.

Estamos falando de uma série de mistério e ficção científica, mas para os que gostam de uma série “redonda” com um final explicativo, podem ficar tranquilos. A série se conclui sem deixar perguntas sem respostas, mas já sabendo do bom produto que fizeram, os irmãos Duffer deixam uma “porta entreaberta” para a (já confirmada) segunda temporada.