Quem é carioca sabe que existem muitos lugares ainda desconhecidos para se desbravar na cidade, e os turista as vezes se prendem à somente os pontos turisticos conhecidos. Para te mostrar que o Rio de Janeiro é mais que Cristo Redentor, nessa rodada nossos colunistas vão nos dar dicas de lugares a ser descobertos, curtidos e admirados.

  • Salve Oliveira trás a boa noite carioca:
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Lapa

“Hoje eu não quero ir pra casa, prefiro ficar na Lapa”.
Os Arcos, a Mem de Sá, o Odisséia, o Leviano, a Fundição, o Circo Voador, a escadaria, a Tia da caipirinha de R$5, o sujeito que anda vestido de Coringa desde o carnaval de 2013… Eu tenho um caso de amor com a Lapa. Ela representa uma espécie de libertação na minha vida, foi pra lá que eu comecei a sair, curtir umas baladinhas e viver de verdade. A Lapa me traz a sensação de “pode tudo”, terreno livre, mistura, ritmo, festa. É o lugar de bares caríssimos e pés-sujos históricos, de boates maravilhosas e buracos questionáveis, de samba e rap. É o lugar de todo mundo.

Mas é perigoso? Depende. A região dos Arcos e aquele primeiro pedaço da Mem de Sá (pra quem não conhece é a rua principal) são relativamente seguros, agora tem policiamento constante e os guardas da Lapa Presente (uma belíssima medida pra garantir a segurança dos turistas). Se você ainda não conhece a Lapa, comece pesquisando pelos pontos que eu indiquei lá em cima. Só não vou dar o local exato da Tia da caipirinha, porque tenho medo que ela encareça as coisas.

PS: o trecho que iniciou essa declaração de amor é da música “Lá pa Lapa” da ConeCrewDiretoria. Recomendo.

  • Casty Ferreira trás um passeio cultural:
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Parque das Ruinas

O Parque das Ruínas fica na tradicional  Santa Teresa, conhecida por ser um bairro boêmio com suas ruas estreitas, lindos casarões e, é claro, o famoso bondinho.
O Parque das Ruínas é um espaço multiuso. O pátio é usado para apresentações musicais, algumas salas existem exposições temporárias e ainda dentro do casarão, no primeiro nível, há o teatro. Mas é a natureza o que mais chama a atenção de todos os visitantes.
Ao entrar no Parque, assim que entramos já podemos avistar ao fundo o morro da Urca e o Pão de Açúcar. No que seria o antigo quintal do casarão, temos um mirante para todo o bairro do Cosme Velho e Urca.
Dentro do casarão existem algumas obras de arte, mas a grande estrela é o próprio prédio. A construção atual mistura as ruínas sobreviventes desde a década de 1930, com estruturas de ferro e vidro que dão um toque moderno ao lugar e todo carioca deveria ir ao menos uma vez a essa maravilha bucólica.

  • Mostrando a vida ao ar livre, nossa estreante Beatriz Ventura:
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Morro Dois Irmãos

Já tem um ano que, do nada, passei a fazer uma série de trilhas no Rio. Dentre elas teve uma que me marcou mais do que as outras. O primeiro lugar que veio na minha cabeça quando foi decidido o tema da Rodada do Dia foi o Morro Dois Irmãos.

Entre Leblon e São Conrado, o Morro Dois Irmãos serve de casa para a favela (pacificada) do Vidigal. Apesar de ser bem adepta das facilidades da tecnologia, acho muito gostoso passar um tempinho em contato com a natureza. A trilha tem bastante árvores, o que a torna arejada mesmo durante o percurso que não é difícil, mas um pouco longo e cansativo. A floresta que rodeia o morro tem macaquinhos que podem ser vistos se você tiver sorte. E a vista, melhor parte da subida, é MARAVILHOSA. Apesar do topo ser de frente para a praia do Leblon, Ipanema e a lagoa Rodrigo de Freitas, minha vista preferida foi da lateral esquerda, antes do ponto mais alto, onde podemos ver as casinhas da favela da Rocinha.

Além disso tudo, o Vidigal é um lugar muito aconchegante. O início mais acessível da trilha é em uma quadra que estava lotada de crianças brincando. As casas são coloridas e as pessoas simpáticas demais, sempre sorrindo. Graças a energia gostosa do Vidigal, me senti muito bem não apenas durante, mas também antes e depois da trilha e por isso se tornou minha preferida.

  • Evelyn de Assis trazendo mais uma dica ao ar livre:
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Parque Madureira

Um lugar para pedalar, caminhar, encontrar, cantar, dançar, abraçar, jogar e brincar. Muitos são os verbos na terminação “ar” (livre) que definem um momento de lazer para todas os gostos e idades. E eles podem ser conjugados além dos eventos que envolvem, em sua maioria, o centro e a zona sul carioca (ainda, mas já vejo isso mudar). Madureira pode até não ser “o meu lugar”, mas quando Arlindo Cruz entoa sua voz unicamente rouca que há “mil coisas pra gente dizer, o difícil é saber terminar”, concluo que a reunião dos elementos multiculturais aproximam os que não estão tão “bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo e Irajá”.

Desde 23 de junho de 2012 e hoje tombado como patrimônio cultural, o Parque Madureira vem, ao mesmo tempo, alterando a rotina do bairro, das adjacências e consolidando sua visibilidade. E é por esse motivo que o trouxe para a rodada dessa semana. Falamos tanto em representatividade nesses últimos tempos, tão nebulosos e efêmeros, que é preciso trazer o que a zona norte convence tão bem quanto outros locais do Rio de Janeiro. Pelas poucas vezes que estive no Parque, pude perceber a tamanha importância em atividades simples, como uma ou mais rodadas de uma cerveja gelada em boas companhias, as crianças correndo pela areia, brincando com seus brinquedos ou na “cachoeira”, famílias reunidas, quiosques, shows, realizações de books fotográficos, e principalmente, o reforço da cultura local – o que, ao meu ver, é de extrema necessidade, pois tal reconhecimento não impedirá que os mesmos frequentadores do Parque Madureira queiram desbravar outros pedaços da cidade e sentir-se parte deles.

O Parque é bom, tem sua beleza e ainda oferece entrada gratuita de terça a domingo, das 05h às 22h, no número 155 da Rua Soares Caldeira, bem juntinho do Madureira Shopping. Experimente ir um dia acompanhar o pôr-do-sol por lá. <3

  • João Mendes mostra um lugar tranquilo para relaxar:
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Lagoa Rodrigo de Freitas

Um lugar tranquilo para tomar uma boa água de coco sentado no cais, andar de bicicleta e ainda de quebra ter várias inspirações: Lagoa Rodrigo de Freitas, se tornou meu lugar favorito no Rio de Janeiro, principalmente à noite.

Encontrei ali um bom lugar para relaxar e ótimo para escrever. Inclusive, sempre que um amigo vem me visitar, eu faço questão de levá-lo até lá.

Além de ser o meu lugar preferido, é um dos pontos turísticos da cidade, tendo ciclovia, quiosques e espaço para atividades físicas.

E também acontece lá uma das festas mais bacanas, a MUG, com muita gente bonita e música brasileira à noite toda.

Com pouco mais de 9km de extensão, a Lagoa tem suas particularidades e encantos. E garanto a vocês, pode render boas fotos!

  • Mostrando mais uma vez seu amor pela Urca Monique Levy:
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Mureta da Urca

Já demonstrei em outra edição do “Rodada do Dia” meu amor pela Urca… estou sempre andando e fotografando pelas ruas desse bairro pequeno, colado com Botafogo, cheio de charme e bucólico. E é por isso que a Mureta da Urca é um lugar no Rio de Janeiro do qual passo tempo entre uma correria e outra e quando to sem opção de lazer em uma folga ou final de semana.
A maior qualidade da Mureta, é que ela é democrática. Enquanto você pode ficar lá, sentado, lendo seu livrinho, do seu lado tem um pescador, esperando seu peixe e do outro lado tem um casal bebendo sua cerveja ou conversando… É um ótimo lugar pra espairecer, contemplar, ouvir uma música, fotografar, trocar uma ideia, namorar… Além disso, toda sexta e sábado à noite ainda é possível encontrar alguma agitação noturna, pois os bares bombam! O melhor de todos os mundos se encontra na Mureta!  <3

Com todas essas dicas de passeios não tem porque não desbravar nossa cidade maravilhosa 😉