Que “Esquadrão Suicida” é um dos filmes mais esperados desse ano, isso é incontestável – inclusive por toda a equipe do Teoremas de Bar! Desde o ano passado, os fãs do universo estendido da DC Comics e dos filmes do gênero de ‘super-heróis’ foram bombardeados com teasers, trailers, posteres, imagens dos personagens e suas caracterizações e com informações sobre a composição do elenco do terceiro filme desse universo – o primeiro foi o “O Homem de Aço” (2013) e o segundo foi “Batman Vs. Superman”, lançado esse ano.

Pouco foi revelado sobre a trama de “Esquadrão Suicida” – em partes, pois quem já conhecia a história através dos quadrinhos, até poderia suspeitar do que estava por vir – porém, por causa dessa divulgação de conteúdos, o filme conquistou fãs ardorosos antes mesmo de ser lançado gerando uma expectativa muito positiva, ainda mais depois do lançamento de “Batman Vs. Superman” – outro filme muito esperado mas que acabou frustrando alguns espectadores – e do anúncio dos próximos filmes do universo estendido da DC Comics (como “Mulher Maravilha”, “O Flash” etc) que serão lançados nos próximos anos. Essa espera finalmente acabou e o filme será lançado nessa quinta-feira (4), mas o Teoremas de Bar já assistiu e eu vim trazer minhas percepções sobre essa estreia!

De início, o que posso dizer sobre o filme é que ele é bem longo – aproximadamente 3 horas de filme – e complexo. Muitos personagens estão envolvidos no enredo, alguns novos e alguns já conhecidos mas que se complementam. É o caso do Batman e do Coringa, por exemplo, que são usados para contextualizar a trama – mesmo que apareçam tão pouco. Tanto a apresentação dos personagens quanto a condução do roteiro, são feitos de forma confusa para quem não está inserido nesse universo dos super heróis, e mesmo que você esteja, vai achar que está faltando informações nas sequências – que, aliás, ora são muito rápidas e cortadas e ora são estendidas até demais.

Na história, a agente Amanda Waller (interpretada pela brilhante Viola Davis), propõe às forças militares e governamentais americanas, reunir uma equipe de “força tarefa” com alguns prisioneiros do Arkham Asylum potencialmente perigosos para executar trabalhos que nenhum homem comum poderia fazer. Entre esses prisioneiros estão: O Pistoleiro (interpretado por Will Smith), Arlequina (interpretada por Margot Robbie), O Capitão Bumerangue (interpretado por Jai Courtney), El Diablo (interpretado por Jay Hernandez). O Crocodilo (interpretado por Adewale Akinnuoye-Agbaje), e O Amarra (interpretado por Adam Beach), todos possuem um passado criminoso e alguns são ‘meta humanos’ – possuem poderes especiais. Mas a história do filme não se mantém só na formação do tal Esquadrão, paralelamente outra história é formada, o que leva os anti-heróis a serem colocados a prova: Enchantress (personagem interpretada pela modelo e agora atriz Cara Delavingne) coloca o mundo em risco e o Esquadrão Suicida é chamado para “derrotá-la”.

O foco dado a essa trama paralela é que torna rasa a carga dramática do filme! O passado dos personagens é pouco mostrado – por um lado também porque são muitos a serem apresentados. Quando a história de Arlequina é contada, por exemplo, ela se passa como falhes, tornando a participação do Coringa (interpretado pelo também brilhante Jared Leto) mal explorada… a existência da personagem deve-se ao mesmo – que nessa versão está mais classudo e lembra muito o Tony Montana, do legendário filme “Scarface”. O personagem que acaba roubando a cena – junto da Arlequina – é O Pistoleiro, único que acaba revelando um pouco a mais do que os outros em relação a sua composição.

As cenas de ação do filme são meio extensas em alguns momentos, chegando a ser cansativo pros olhos e contém alguns clichés… Aliás, assistir o filme em 3D não é tão necessário assim para complementar os efeitos especiais – logo, não tem problema caso você não consiga assistir em uma sala especial. O que realmente brilha é o carisma dos personagens e as saídas cômicas, alem de alguns diálogos interessantes. Um dos pontos altos do filme também é a trilha sonora cheia de clássicos!

O desfecho do filme dá mais do que a entender que terá uma sequência e que talvez Arlequina e Coringa tenham mais destaque. Ficou a sensação de que faltou alguma coisa, inclusive pra aqueles que não estão inseridos no contexto do universo estendido da DC Comics, faltou explicação para alguns fatos apresentados no filme, que foi feito realmente para os mais familiarizados com os personagens e com as histórias. Fica a dica: fiquem até o final dos créditos!