Oi, teoremistas! Tudo bom? Antes de tudo, gostaria de pedir desculpas pela falta de atualização nos livros, aconteceram muitas coisas e fiquei totalmente sem tempo, por isso meu sumiço! Mas isso acabou e vamos voltar à programação normal hehe! Então, vamos ao que interessa?!

“A Garota no Trem” foi um livro que me interessou assim que saiu no ano passado, mas ainda não tinha conseguido ler, até esses dias. Apesar de ser de uma escrita muito fluída, enfrentei alguns problemas para seguir em frente com essa história. A estrutura da narrativa me lembrou muito o livro Garota Exemplar, o modelo é bem semelhante. Mas a todo o momento sentia falta de alguma coisa e somente no final descobri o que era.

“Sou capaz de imaginar o toque das mãos dele, o peso delas, tranquilizadoras, protetoras. Às vezes, me pego tentando me lembrar da última vez que tive contato físico de verdade com alguém, um abraço, um aperto de mão que seja, e sinto uma dor no coração.” 

A história fala sobre Rachel, que de tão perdida sobre sua própria vida cria uma ficção sobre a vida de dois desconhecidos que ela observa através do trem. Ao descobrir que a mulher está desaparecida, ela resolve se envolver na investigação, tanto por acreditar que tem informações importantes para ajudar a desvendar o caso, uma vez que viu, pelo trem, uma cena bastante suspeita, quanto por ser motivada por um desejo interior que nem ela própria consegue compreender.

O livro é narrado por Rachel, Anna (nova esposa de se ex-marido) e Megan (a mulher desaparecida) alternadamente. Os capítulos são curtos, mas cheios de informação e suspense. Confesso que tive muitos problemas para engolir a Rachel, pois além dela ter sempre ressacas e apagões por conta da bebida, nunca fez um esforço sincero para parar (sabendo que isso iria ajudar a manter a mente sã e descobrir o que diabos aconteceu) a auto depreciação dela que é constante e serve somente para afastar dela mesma a mulher forte que foi um dia. Depois de algumas informações sobre o passado dela, até entendo o porquê dela ser assim, mas não aceito essa personagem ter chegado tão no fundo do poço.

“De vazio, eu entendo. Começo a achar que não há nada a se fazer para preenchê-lo. Foi o que percebi com as sessões de terapia: os buracos na sua vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvore ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas.“

Eu consegui visualizar as pistas deixadas nos capítulos que levaram ao desfecho que foi no mínimo chocante, por mostrar o quanto as pessoas podem nos enganar e nos manipular através dos nossos sentimentos, mas sabe a sensação que eu falei no inicio da resenha que me perseguiu o livro todo? Foi a impressão que o livro poderia ter sido muito mais desenvolvido, tanto na narrativa quanto no desfecho. Resumindo, o livro nos mostra que às vezes não conhecemos as pessoas tanto quanto achamos e que quando verdades ocultas surgem, todas as ilusões são desfeitas.