Nesse ponto vocês já sabem que aqui no blog adoramos um barzinho ou balada, mas hoje quero convidá-los a mudar um pouco de ambiente e deixar a preguiça de lado. Provavelmente você já ouviu falar do Pico da Tijuca, Pedra do Telégrafo, Gávea e Corcovado, que certamente são ótimas opções trilhas. Porém a seleção do Teoremas procurou ir além e indicar algumas alternativas menos famosas, mas nem por isso menos incríveis. Vamos acordar cedo, tirar os tênis do armário, colocar a roupa mais confortável e comprovar que o Rio de Janeiro pode ser ainda mais bonito visto de outros ângulos.

Pedra do Quilombo

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O Parque Estadual da Pedra Branca é um núcleo de biodiversidade da Mata Atlântica. Com rios e lotado de verde, é um ambiente agradável para começar a trilha da Pedra do Quilombo. O centro de visitantes oferece água para os visitantes, o que certamente é uma boa pedida levando em consideração que o caminho é longo, complicado, cheio de bifurcações e mal sinalizado. O nome é por já ter existido um Quilombo naquela serra, frequentemente comentado pelos moradores dos sítios que moram no caminho. A visão do topo é uma mistura de morros e prédios, a natureza dança ao redor do Rio de Janeiro e complementa a cena da cidade.

  • Duração média: 2h30
  • Nível de dificuldade: Moderado
  • Local: Parque Estadual da Pedra Branca (Estrada do Pau da Fome, 4003 – Jacarepaguá)

Pedra do Elefante

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Do outro lado da ponte temos a opção da Pedra do Elefante, localizada em Itacoatiara. Para chegar é preciso subir uma estrada asfaltada que de tão íngreme já conta como aquecimento. A trilha é longa, com momentos de descidas (sim, a gente desce pra subir de novo) que podem até te confundir e um trecho de pedras em que é preciso escalar utilizando pés e mãos firmes para seguir em frente. Lá de cima a vista de 360º nos permite admirar a praia de Itaipuaçu e o famoso Costão, morro vizinho à Pedra do Elefante. Quem quiser ainda pode aproveitar o embalo e ir mergulhar na praia mais próxima, o que também é um ótimo incentivo para sair de casa.

  • Duração média: 1h30
  • Nível de dificuldade: Moderado
  • Local: Estrada São Fancisco da Cruz Nunes, Itaipu – Niterói. Perto da entrada da praia de Itacoatiara.

Morro da Babilônia

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Localizado na Zona Sul, o Morro da Babilônia oferece uma vista maravilhosa da praia de Copacabana e do Pão de Açúcar. Não é um caminho complicado ou difícil, inclusive é sinalizado e com o percurso bem demarcado. O local já foi usado como ponto de observação de embarcações durante a 2ª Guerra Mundial, por isso lá em cima ainda podem ser encontrados resquícios de antigos postos militares. A entrada fica na favela pacificada da Babilônia, o que permite vislumbrar um pouco da realidade local, além do luxo da Zona Sul vista do alto.    

  • Duração média: 40min
  • Nível: Fácil
  • Local: Ladeira Ary Barroso – Morro da Babilônia.

Morro Archer

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Localizado na Floresta da Tijuca, o Morro Archer é uma das várias trilhas que existem por lá, mas não tão falada. É um caminho fácil, curto e bem sinalizado, cercado de muito verde e dos animais que ali vivem. Macaco-prego, Sagui, Quati, Bicho Preguiça e Esquilo, são algumas das espécies que sempre esbarram nos visitantes, então essa opção é ótima para ir devagar e fotografar se você gosta de um contato mais próximo com animais. O nome é uma homenagem ao Marechal Gomes Archer, responsável por plantar mais de 100.000 mudas na Floresta da Tijuca em pouco mais de 10 anos. Duvido que depois de percorrer esse caminho você não fique mais leve.

  • Duração média: 40min
  • Nível de dificuldade: Fácil
  • Local: Floresta da Tijuca ( Estrada da Cascatinha, 850, Alto da Boa Vista)

Pedra do Macaco

De início essa trilha é bastante cansativa, apesar de não ser tão difícil, mas vale a pena persistir no caminho. Localizada em Maricá, a Pedra do Macaco é íngreme e quanto mais perto cume, mais estreita, por isso é necessário cuidado ao ir em grupos grandes. No topo é possível ver algumas casas e lagoas da cidade de um lado, do outro a paisagem (preferida para fotos) é praticamente só de outros morros próximos. A Pedra também é uma alternativa para os praticantes de rapel e escaladas, mas nesse caso se faz necessário equipamento adequado e no mínimo um guia, para aqueles sem experiência. Uma dica bônus são as Grutas Spars, também localizadas em Maricá, e uma oportunidade para aproveitar a ida na cidade. As grutas são minas desativadas que criaram um visual lindíssimo e gostoso de ser explorado. Uma outra característica interessante do local é a lagoa natural e propícia para banho dentro da gruta, perfeita para um mergulho depois dos exercícios.

  • Duração média: 40min
  • Nível de dificuldade: Moderado
  • Local: Rodovia Amaral Peixoto, km 21. São José do Imbassaí – Maricá