Meus caros teoremistas leitores, há quanto tempo né?! Mas hoje esse recesso acaba, pois trago simplesmente o melhor livro que li esse ano!  Curiosos? Então, vem comigo.

O livro me foi indicado por uma amiga muito, mas muito apaixonada pela série de livros. E depois de um tempo adiando resolvi dar uma chance. Nos primeiros capítulos me vi completamente envolvida pela história e não sabia o quanto iria amar ate o final.

A história começa nos apresentando Claire, uma inglesa que trabalhou como enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial. Ela é casada com Frank Randall, um professor universitário. Apesar de estarem casados por muitos anos, eles viveram a maior parte de seu casamento separados pela guerra.  Frank, que é obcecado por história, mitos e seus antepassados, leva Claire para assistir a um interessante ritual que acontece na cidade de Inverness (onde eles estão tentando se conectar de novo depois dos anos separados).  Mais tarde, fascinada por uma planta que descobriu no local, Claire acaba voltando ao local… É quando sem querer descobre um portal do tempo e é transportada para duzentos anos atrás, em 1743. Claire agora se encontra nas Terras Altas da Escócia, vestindo as roupas de seu tempo e sem entender ao certo o que aconteceu. A primeira pessoa que ela encontra é um oficial do exército britânico do século XVIII, chamado Jack Randall, que é a copia viva de seu marido que logo se revela ser um antecedente dele. Infelizmente, Jack também demonstra ser um pervertido sádico, e ao tentar escapar de suas investidas, Claire cai nas mãos de um bando de escoceses que na dúvida entre ela ser uma prostituta ou uma espiã, acabam por leva-la como refém. É quando ela conhece Jamie Fraser… E a história realmente começa.

A guerra me ensinou a valorizar o presente porque amanhã pode nunca vir a passar. O que eu não sabia na época era de que amanhã provaria ser menos importante do que ontem.”

O livro tem muita aventura e emoção do inicio ao fim – com pouquíssimas vezes em que o leitor pode respirar – Tendo um inicio com um ritmo mais lento e vai crescendo conforme as paginas passam. Todos os personagens são plausíveis e suas atitudes completamente condizentes com a época e o local. A autora mistura mitos da região, contos, religião, medicina, crenças, batalhas, brigas, amor e ódio. Nos transporta para uma época em que a tortura e o abuso eram rotineiros e os homens, uma espécie de brutamontes. As mulheres que conheciam ervas e misturas que curavam eram confundidas com bruxas e queimadas em praça pública ou condenadas à forca, atraindo curiosos que aplaudiam fervorosamente

“Ela pediu perdão e eu dei-lhe, mas a verdade é que eu tinha perdoado tudo o que ela tinha feito e tudo o que ela poderia fazer muito antes daquele dia. Para mim, não havia escolha, eu estava me apaixonando.”

Não há uma parte ruim nesse livro. Quando você pensa que a autora não tem mais nada para inventar, ela aparece com mais aventuras e conflitos para Jamie e Claire vencerem. Uma coisa que gostei muito é como Diana constrói aos poucos o amor do casal. Não é uma coisa repentina, e sim, uma construção baseada no mais puro e completo amor. A tensão sexual entre os dois extrapola tudo o que pode existir e é uma coisa de tirar o fôlego. Jamie é completamente insaciável e Claire tenta satisfazê-lo ao máximo possível, e ele por sua vez, a ela. A construção da personalidade forte e viril de Jamie é feita de forma maravilhosa, ele é um homem que não permite ser dominado, mas ao mesmo tempo é sensível e apaixonado. O mesmo acontece com Claire, ao longo do livro seu amadurecimento diante de tudo o que passa é nítido. Uma mulher de outra realidade vivendo uma vida errante e sem conforto, quase impossível, mas que nas mãos de Diana se torna real. Ela não omite detalhes da vida na estrada, no castelo Mackenzie, nem muito menos nas masmorras da prisão inglesa. É tudo muito realista e ao mesmo tempo fascinante. A história tem vida! E é por isso, que se tornou o melhor livro que já li esse ano. Preciso dizer que odiei Jonathan Randall. Ele é o pior vilão que eu já li. JURO! Não existe uma parte sequer de bondade no corpo dele. No final do livro, houve um momento que não sabia que sentimento nutria mais por ele: Ódio ou repulsa. Não falarei mais para não dar spoiler (to me controlando rsrs), mas esse homem é o demônio encarnado.

“Eu mesmo poderia suportar a dor, mas não suportaria vê-la sofrer. Está acima das minhas forças”.

Preciso também dizer que se torna obrigatório ver a serie Outlander após a leitura do livro, pois tudo o que é descrito no livro ganha vida na serie. Juro que nunca vi uma adaptação mais bem feita que essa. Tudo do livro está presente, claro que com algumas pequenas mudanças, mas que tornam tudo mais perfeito e o ator que faz o Jamie é simplesmente o personagem reencarnado hahahha. Enfim leiam e se tornem tão apaixonados pela escócia do século 17 e sues personagens quanto eu!

Tenham um ótimo ano novo, e em 2017 mais livros virão! J