Como estamos, teoremistas leitores? Hoje venho trazer um livro distópico recomendado por nosso querido autor Stephen King! Então já sabem que vem coisa boa por aí né, bora lá?

A história começa com uma equipe de bioquímicos liderada pelo Dr. Jonas Lear, professor na universidade de Harvard, encontra-se no meio das selvas da Bolívia em uma expedição científica civil quando um esquadrão das Forças Especiais chega até eles querendo saber quem é o cara dos vampiros, assim eles começam a acompanhar a expedição. Dias depois com a equipe quase toda morta devido a um ataque de morcegos, eles chegam ao seu objetivo e Jonas finalmente descobre o motivo dos soldados estarem ali.

Já nos Estados Unidos, temos o agente do FBI Brad Wolgast percorrendo o país recrutando condenados à morte. Seu trabalho é convencer os condenados a participarem do Projeto Noé em troca de terem suas penas mudadas para prisão perpétua para serem cobaias em um experimento militar. Há dez anos atrás, algo parecido com o hantavirus infectou quatro americanos em uma viagem a La Paz e o que ninguém conseguiu explicar foi que os quatro eram pacientes terminais e depois de terem sido infectados, foram milagrosamente curados do câncer. O Projeto prevê a cura de todas as doenças e quem sabe a imortalidade.

Mais de 90 anos depois, temos uma comunidade tentando sobreviver. Eles são os descendentes de algumas crianças que foram salvas pelo governo e colocadas em uma fortificação construída nas montanhas. Ela é cercada por muralhas de concreto e holofotes superpotentes, que são acesos durante toda a noite. Só que depois de tanto tempo, as baterias começaram a falhar e a luz é a única coisa que mantêm as criaturas longe. Mas a chegada de uma garota misteriosa, Amy, traz esperança a alguns e desconfiança a outros. Amy tem as mesmas habilidades dos virais, mas não a necessidade de sangue. E não se sabe se por coincidência ou não, as criaturas parecem estar mais inteligentes e se unindo para atacar. E depois de uma confusão enorme, um grupo sai dos muros à procura da verdade e de possíveis sobreviventes, se é que existe algum.

É com essa premissa que a historia de “A Passagem” é contada, e posso dizer que amei o livro, ele teve começo, meio e fim, O livro é bem complexo para se falar e o que eu posso dizer é que: O autor é um mestre da ficção. A história fala sobre um vírus produzido por um cientista e apoiado pelo exército americano, com o intuito de fazerem super soldados. O experimento era feito em prisioneiros condenados a morte, doze no total, e sempre acabava dando errado… Começamos pela história de Amy, que é apesar de tudo a personagem mais central do livro. Passamos alguns capítulos com a explicação da origem e a ligação da garotinha com toda a trama do livro, temos então, a primeira “rodada” de personagens, como por exemplo: Wolgast, Doyle e irmã Lacey.

Mas confesso que a parte que mais empolgou foi a segunda parte do livro, a parte em que foi contada a história dos sobreviventes do período de quarentena dos EUA (como foi chamado o período em que os virais ficaram soltos acabando com a humanidade). Temos nesse núcleo personagens como: Peter, Alicia, Sara e Michael. Foi essa segunda parte da história que me fez ficar empolgada com história, afinal eram sobreviventes vivendo em um lugar isolado como se fosse o início dos tempos. Bem isso continua até Amy aparecer em suas vidas e vou parar por aqui antes de soltar spoiler rsrsrs.

Demorei pra ler o livro não pela extensão dele e sim porque houve uma parte em que ele se tornou maçante e parou de me interessar… Obviamente esse meu pensamento não durou muito tempo, afinal decidi prosseguir com a leitura e digo uma coisa: Não me arrependo!!!

A quantidade de personagens é algo que pode atrapalhar a leitura de algumas pessoas (isso não me incomodou). São muitos nomes e sobrenomes, mas nada que possa atrapalhar muito. A leitura, apesar de longa (e em certas partes cansativa) é bem empolgante e inteligente. O livro ainda conta com muitas reviravoltas do começo ao fim. É simplesmente muito difícil alguém conseguir imaginar a trama inteira, já que a mesma muda muitas vezes até a última página, em partes podendo deixar o leitor um pouco surpreso. Além disso, a história conta com um leve toque de romance, indispensável em livros do gênero. A força do amor pode mudar muitas atitudes, mesmo em uma aventura com vampiros sedentos por sangue! O livro também nos faz refletir sobre o quanto a ambição humana pode ser prejudicial, a ponto de extinguir a própria raça.

É possível imaginar o mundo praticamente deserto após um ataque de monstros criados por nós mesmos? Como se adaptar a algo que sequer passa por nossas cabeças? É quase inimaginável viver sem determinadas tecnologias hoje em dia e, de repente, ver tudo isso acabado restando apenas é a luta pela sobrevivência

Sem ter nenhuma dúvida, fique tranquilo, leia e percorra todas as páginas, não tenha medo de seu tamanho, porque você leitor terá tanta vontade de chegar mais longe quanto os personagens.