Eu não sei quanto tempo minha vida levará para chegar até a sua, a única certeza que tenho é que o amor é atemporal. Nós nos encontramos em meio ao caos e calmaria, eu furacão, você brisa. Ok. A vida seguiu tanto pra mim quanto pra você, eu imagino. Conheci outros sorrisos, outros toques, outras dores. Me encontrei mais e me perdi também, em meio a tantas possibilidades. Trabalhos. Profissão. Vida.

O curioso é que desde então, você esteve presente em toda parte. Se a vida apertava, eu lembrava com quanta leveza você levava o mundo nas costas e de mundo você entende bem, porque então eu não poderia tentar o mesmo? Se por vezes a felicidade aparecia, eu pensava em como você agradeceria por aquele momento. Até imagino… e sempre tento fazer igual a você: me permitir.

E quando outros sorrisos fantasiados de amor se aproximaram de mim? Eu lembrei de você. Lembrei de como você olhava para as pessoas, da vontade que você tinha de vive-las naquele instante e acabei fazendo o mesmo. Confesso que não com a mesma graça que a sua, fui meio sem jeito, mas acho que você se orgulharia de mim, afinal eu tentei, primeiro por mim, depois por você.

Nessa brincadeira de viver a vida, levar você junto comigo ficou mais facil, o dificil é não saber quando vou poder te mostrar que eu aprendi, poder olhar nos seus olhos e te agradecer, dizer que a tua bagagem pequena dividida comigo na verdade foi o melhor que você me deu e olha que competir com teus beijos é difícil.

Eu prometi a mim mesmo que não iria interferir no curso natural da vida e resolvi acreditar que o acaso nos juntaria novamente, afinal dizem que se for pra ser seu, será. Mas só de pensar em uma vida sem ver o teu sorriso junto com o meu mais uma vez me faz pensar que o acaso não será uma opção. Se o amor é atemporal, o tempo então será pequeno para nós. Me espera.