A música derrubou o Muro de Berlim. É de David Bowie um dos movimentos artísticos mais relevantes que poria abaixo aquele absurdo construtivo. Na década de 70 ele escreveu “Heroes”, a clássica canção que conta a história de um casal que se ama próximo ao Muro. Não satisfeito, num show em 1987 na Alemanha Ocidental ele subiu ao palco e armou uma forma de ser ouvido pelo outro lado. Os jovens da Alemanha Oriental, realmente ouviam, mas não conseguiam ver o ídolo, e iniciaram ali (mais) um protesto que questionava a existência do Muro¹.

Se a música foi capaz de destruir um acidente de concreto armado que dividia o mesmo povo em dois, o que mais ela não teria força de fazer?

É com esse pedaço de história que eu começo a cobertura dos dois dias do WebFestValda 2017. E início usando a primeira pessoa porque será um relato absolutamente pessoal. Muito além de mostrar 20 músicas, o objetivo da Independentes, graças a Deus (que espero ter todo mundo entendido ser uma referência ao maravilhoso “Anarquistas, graças a Deus”) era contar 20 histórias. E, diabos, eram 20 boas histórias. Por isso peço desculpas desde já por ter de encurtá-las a fim de fazer caber nessa diminuta página de internet.

Dissemos diversas vezes ser o WebFestValda “o maior festival de bandas independentes do país”, mas hoje vamos por um outro caminho. O WebFestValda é o espaço mais importante de renovação da música nacional do país. E não entenda esse título de renovação como necessariamente a apresentação de músicos novos. Quer dizer, são novos pra mim e pra você, que ainda não os conhecíamos, mas em momento nenhum são novos no “fazer música”. Ser independente nada tem a ver com inexperiência, com banda de garagem, ou com festival de calouros, ser independente talvez signifique apenas não ser preso à gravadora e, em alguns casos, (ainda) não ter reconhecimento nacional. Azzul, por exemplo, o terceiro a se apresentar na primeira noite do festival, além de contar 30 anos de carreira, é um sujeito que vinha de uma série de apresentações do Grande Encontro, onde toca com Elba, Alceu e Geraldo. Antes de tudo, o profissionalismo marca a identidade de uma banda independente.

Tendo feito essa explanação inicial, permitam-me voltar a dois pontos. O primeiro deles diz respeito ao “(ainda) não serem reconhecidas nacionalmente”. Desde o ano passado muito me impressiona a capacidade que temos de não dar chances ao novo. Ora, é um desejo não tão secreto de cada um de nós possuir alguma dose de ineditismo, fugir da mesmice, ser diferente. Não há nada mais angustiante do que viver na média. Mesmo com esse clamor desesperado pela originalidade, acabamos vestindo as mesmas roupas, pensando as mesmas coisas, ouvindo as mesmas músicas. As mesmas músicas. Os mesmos artistas. O mesmo. E olha que nem comecei a pegar no seu pé por pagar pau pra gringo mesmo que dentro de casa a gente faça coisa melhor. Não, estou focando apenas no “ser igual a todo mundo”. É por isso que até o fim deste já tão longo texto nós vamos firmar um pacto. Caso não conheça nenhuma das bandas que apresentarei aqui, você deverá ouvir pelo menos uma delas. Se já conhecer, clique e conheça outra. Se não for pelo simples fato de reconhecer o trabalho de uma banda nacional, que pelo menos seja pelo prazer deliciosamente egoísta de conhecer alguém antes de todo mundo.

O segundo ponto diz respeito à relevância do WFV. É muito importante que esse reconhecimento seja feito por uma figura que não está diretamente ligada à Valda (no caso, eu mesmo). Isso deve garantir alguma idoneidade e tirar o tom de publieditorial dessas palavras. Mesmo que a minha intenção não seja essa, é necessário destacar a participação da marca nessa história toda. A minha cabeça de impúbere capitalista publicitário custava a entender por que raios, em pleno tempo de crise, uma empresa faria tamanho investimento num festival de bandas “desconhecidas”. E não era só “produzir o festival” o que mais ouvi no ano passado foi sobre o cuidado da produção, o carinho e o respeito com os músicos. A resposta de todo o meu maquinar veio horas antes da música começar a rolar na Fundição. Veio através do sotaque de um senhor de cabelos e barbas brancas e nome não tão pronunciável à primeira lida.

“Eu sou a favor do marketing de evento. No marketing de evento você não está falando de evento, você está falando de emoções. Para as pessoas terem emoção você tem que criar uma emoção, e a primeira coisa a criar uma emoção universal é a música. Mesmo o mais primitivo é atingido através da música. Para mim, já que eu tinha que investir dinheiro em evento, que pelo menos fosse uma coisa social. […] E por que não tratar bem? Eu sei que o músico quando trabalha em um lugar, é que nem garçom, não dão valor. Não pode ser assim. Músicos são gente. São artistas, são pessoas sensíveis. A música transforma as pessoas em seres sensíveis. Então vamos tratar eles com muito carinho. Muito carinho mesmo”. Hugues Ferté – Diretor-geral e de marketing da Valda.

Nota: Também é do Ferté a frase que abre essa matéria e me fez buscar a história do Muro.

Agora sim podemos começar a cobertura do festival. Ainda não era nem meia-noite e eu já andava arrepiado até a alma na segunda banda. Alguns diriam que eram as ondas sonoras que vinham da proximidade que meu corpo estava das caixas de som, mas eu atribuiria aquilo a um grupo de moleques que saíram de Santos pra entoar muitos “erres” em “Verbaliza”. Durante o show da Vibehouse tive a sorte de me posicionar atrás de um senhor que mudava de pernas a todo instante. Olhos vidrados no palco, ele soltava um “Arrebenta, Lucas” toda vez que o baixista olhava pra baixo.

“Olha, eu levo o Lucas na roda de samba, de música, eu sou músico também, toco cavaquinho, desde os dois anos de idade.  Pra mim é uma alegria muito grande ver a evolução musical dele. Essa banda começou com eles no ginásio, eles tinham 15 anos de idade e começaram do nada. Hoje, se Deus quiser, vão ganhar o mundo. Pra mim é muito emocionante, cara, muito emocionante ver ele no nível que chegou. Eu não tenho nem palavras pra dizer”.

Assim que terminou a entrevista eu, que nunca tinha encontrado o Lucas pessoalmente e só conhecia a Vibehouse há duas semanas, tive que me afastar do pai que via a apresentação do filho pela primeira vez, antes que fôssemos dois a segurar o choro.

Nota 2: em tempo, se você curte reggae, além do vídeo abaixo, verbalize o Música Vive, primeiro álbum dos meninos.

Logo em seguida foi a vez dos brasilienses da Saci Weré. Proclamando que “uma cabeça sem tampa é do tamanho do céu”, eles se tornaram os mais aplaudidos até então. Até mesmo os jovenzinhos de preto que entraram inexplicavelmente correndo em uma Fundição vazia (só pra guardar lugar na grade durante Pitty), tiveram que se render à ciranda de “Criar Criança”.

Na próxima Independentes, Filipinho leva ao ar a entrevista que fizemos com a Saci.

Também vai ficar a cargo do Filipe a missão de transcrever as palavras de Carol Lima, piloto n°1 da supersônica Fuzzcas. Antes do show era quase impossível acreditar que aquela moça de cabelos encaracolados e estatura não tão alta fosse entoar com tamanha energia a pulante “Eu vou me defender”.

Mas não se engane, 7 de julho também foi dia de balançar a pélvis. Um colunista sério deve ser imparcial, é por isso que dou graças a Deus ao fato de não ser um colunista sério e ter conseguido dançar meu carimbó em paz durante o show da Mestre Madruguinha.

Ficou por conta do Sergipe a missão de trazer aquela que era a melhor autoral do WFV.

Tudo bem, a música pode ser pra pensar também, mas por que não dançar? Por que não dialogar com o corpo? O corpo fala”.

Por mais que o volume esquentasse à espera de Pitty (esquentasse pros outros porque volto a repetir que ali a rainha baiana do rock era mera coadjuvante), a noite ainda nos reservaria os amigos da Levante!. Liderada por aquele que provavelmente é o maior candidato a prefeito do WebFestValda, os baianos foram o penúltimo grupo a se apresentar. Permitam-me explicar a tal candidatura a prefeito, Valente Silva, vocalista, fica durante todas as outras apresentações ali por baixo na plateia, assiste a tudo calmamente e não raras vezes canta junto com as outras bandas (na apresentação da Periferia ele até fez coreografia). Além disso, quando vou iniciar minha pesquisa nas fanpages das selecionadas, ele já curtiu tudo antes de mim. Sem contar que nove a cada dez entrevistadas citam a Levante nos seus depoimentos. É digno de nota.

Mas nem tudo é só música. Ou nem tudo é apenas música. A Levante tem uma mensagem muito relevante pra passar. Uma mensagem sobre Salvador e algo que a gente vem debatendo desde o 3° lugar do ano passado. May Pitanga explica:

“Salvador é a nossa terra, é onde tudo aconteceu. Nós somos Salvador. A gente tenta passar adiante tudo o que a gente sente, tudo o que a gente visualiza, tudo o que pode melhorar a nossa cidade. Salvador é reflexo disso tudo que a gente vem vivendo em 2017 e que está aí há 517 anos. Então a gente é só resultado de tudo que já perdura há muito tempo.”

O line-up minuciosamente pensado do segundo dia começou com a mineira Onze:20 pegando o bastão da também mineira Hey Joe, vencedora do prêmio de banda revelação do ano passado. Depois das duas quem veio? Sim, a igualmente mineira Etcétera (a missão mais difícil dos últimos dias tem sido fazer meu corretor aceitar “Etcétera” depois dos tempos difíceis de “Etcoetera”). Eles que passaram por aqui bem antes do festival começar, ainda beliscariam o prêmio Warner Music naquela noite.

Pera. Centésima nona linha de texto e só agora a gente fala de prêmios? Siiim! Por mais que seja difícil pra quem está de fora engolir, ganhar é o menos importante do WFV. O encontro por três dias de bandas de diferentes lugares do Brasil representa antes de tudo a possibilidade de compartilhar arte, fazer contatos, trocar informações. Nessa mistura toda nascem amizades que fazem com que um artista (honestamente) torça pelo concorrente, cante a sua música e o receba com alguns gritos logo depois da apresentação no palco.

Prova viva disso tudo era o careca barbudo que filmava e fotografava com afinco as apresentações do primeiro dia. Além de uma Canon, ele usava um iPhone e um microfone quase profissional, e eu não pude deixar de observar o quanto o cinegrafista era parecido com o Thiago Maia, primeiramente filho do Seu Jerry Miranda e nas horas vagas também vocalista da Jerry Matarazzo, que se apresentaria no dia 8.

“Ontem eu estava ali aproveitando aquele momento pra tirar foto e filmar todas as bandas possíveis para divulgar de alguma forma no meu canal, no canal do Paulinho, no canal da Jerry Matarazzo. Pra não ter só a promoção que o festival faz com as bandas, que já é muito legal, eu e a Jerry Matarazzo também queríamos contribuir para que o nosso público visse o trabalho dessa galera aí”.

“Há 8 meses eu estava aqui na Fundição com a minha mulher grávida em um show do Lenine, pensando ‘poxa, um dia eu vou estar nesse palco ai’. E o nosso som não será visto só ali, vai ser visto fora do Rio, talvez lá na terra do Gonçalo [Portugal]”.

E pra agradar essa galera toda, foi de Thiago, junto com Anderson, Paulinho e Gonçalo, a cover mais espetacular dessa edição. Quantas vezes você imaginou mãos fazendo o clássico sinal do rock numa música do Exaltasamba? Pois eles conseguiram, ao transformar “Telegrama” em heavy metal. Como esse colosso de originalidade não está disponível, usem a imaginação a partir da autoral “Paz e amor”.

#TamoJuntoeMatarazzo

Se o mar estava revolto com Jerry Matarazzo, voltamos à velocidade de cruzeiro na apresentação seguinte. Depois de conseguir driblar Alexandre O Grande, produtor de movimentos enérgicos que mandava todo mundo desobstruir a área, estava pronto para falar com a Banda Matilda momentos antes deles subirem ao palco. A voz de Ms. Jansen foi mais rápida: “Volta depois, elas estão nervosas”.

Ok, patroa, deixa eu mudar de cor e curtir o meu “Degradê em lua nova” da plateia. Não sei se as famílias escolhem um lado específico do palco pra babar de orgulho, mas quase no mesmo espaço em que topei com o pai do Lucas um dia antes, foi a vez de conhecer os tios da Bia (violão). Como bom “Amigo do RJ” que sou, estava pronto para interpelar o senhor e informar que Mariana Gross sempre pede que a gente filme com o celular deitado e não em pé. Eles estavam tão na frente, mas tão na frente que quase “mataram” a sobrinha lá em cima do palco.

Mais tarde, elas, também mineiras de JF, puxaram um “Uh, Juiz de Fora (Temer)” quando os organizadores anunciaram o prêmio da Etcétera. Coitadas. Mal sabiam que teriam de terceirizar o grito quando logo em seguida elas mesmas fossem anunciadas como terceiras colocadas. A cara de surpresa das meninas só não foi melhor do que o poder da cidade mineira em produzir talentos:

“O Rodrigo [vocalista da Hey Joe] é meu amigo de infância, a gente estudou juntos a vida inteira e ele é um sem vergonha porque eu nunca soube que ele cantava. A gente se formou no terceiro ano do Ensino Médio e ele não cantava! Quando eu vi um vídeo dele cantando, e cantando bem, eu fiquei de cara”. – Juliana Stanzani.

“Juiz de Fora tem uma tradição grande dentro da história da música brasileira de produzir novos talentos e receber grandes talentos. É o segundo ano consecutivo que o festival recebe duas bandas de JF [ano passado a própria Hey Joe e a linda da Laura Jannuzzi]” Fabrícia Valle.

E se a gente entrou nessa onda de premiações, como não falar das campeãs sociais do festival? A Mulamba subiu ao palco logo depois de Mari Blue e banda, que ganhou quase tudo naquela noite (melhor vocalista, melhor guitarrista e 2° lugar). Como Mari é departamento de Filipe desde sempre, vou me concentrar na Mulamba. É inacreditável que em pleno “século 2017” a gente tenha a necessidade de voltar a discutir igualdade de gênero e exigir respeito às mulheres. Inacreditável. Mas já que um bando de machos tontos exige essa capacidade do povo alfabetizado, temos que agradecer todos os dias a existência de um sexteto de moças corajosas.

Toque como uma menina!  

Um ou dois parágrafos seria muito pouco pra mensagem que elas têm a passar, é por isso que a próxima edição da Independentes traz uma entrevista um cadinho maior com as guerreiras de São Paulo. Antes de encerrar, cabe mais uma nota: repare no vídeo acima que Cacau de Sá, além do contorcionismo e da apresentação visceral, canta descalça (como Bethânia). Lá pras cinco da manhã, ao chegar no terraço do hotel onde alguns músicos resistiam ao fim do festival, ela foi aplaudidíssima e proclamou que “acreditava no mato”. Maravilhosa.

Agora, aproveitarei a grande audiência pra perguntar aos senhores se existe algum cabimento na foto abaixo. Uns “moleques suburbanos” que passaram “23 anos sendo bicho do mato’ vêm a primeira vez à Cidade Maravilhosa, tiram foto com a estátua de Carlos Drummond de Andrade e 24 horas depois levam o prêmio de Banda Revelação.

A Trinato tinha exatamente 364 dias de existência ao defender “Bling!” e sair com um dos títulos mais importantes do festival. Pouco tempo, mas esses caras possuem uma luz, um carisma e uma inteligência tão incríveis que se tornam gigantes. Ok, como essas últimas palavras soaram um tanto puxa-saco, deixo aqui um alerta à Polícia Civil do Rio. Se os óculos de uma certa estátua tiverem sumido nesse final de semana, vocês já sabem onde procurar.

Muito mais espaço, e um cadinho mais de paciência do leitor, seriam necessários para que eu ainda cobrisse o que falta desse festival. Vai ficar de fora, por exemplo, a maravilhosa união entre pandeiro, cuíca e guitarra da Sambotagem Racional que de última hora decidiu trocar Red Hot Chili Peppers por uma versão samba-rock de “Não existe amor em SP”. Também falta tempo pra falar de Marcelo Brum e do nosso papo filosófico que de minutos duraram quase horas. Falando em Brum, um registro deve ser feito. Foi dele, entre saltos, que recebi o primeiro álbum do festival.

Depois de todas essas palavras a gente finalmente chega ao desfecho da história. Chega na hora de explicar o título da matéria e do festival. A edição desse ano coroou Periferia A Massa e apesar de, repetindo, ganhar não ser o mais importante, a relevância desse prêmio é tanta que terei de explicar em três parágrafos.

Primeiro é um reconhecimento à verdade. Todos os concorrentes são artistas de verdade e da verdade. Você sente isso em cada conversa, palavra e música que tocam. Exercem sua arte para e com o objetivo de sobreviver, mas antes de tudo com absurdo amor e verdade. Isso sim é ser independente. Dito isso, talvez ninguém represente melhor todos eles do que os meninos e a moça da Periferia a Massa. A sinceridade e o respeito que eles possuem pela música fica absurdamente claro em cada movimento que fazem em cima do palco.

Em segundo lugar eles representam a periferia paulistana, mas também as favelas cariocas, as quebradas alagoanas. Lugares de onde sai o alimento da enorme e cruel máquina de moer preto pobre da nossa sociedade. Levar um título desses pra periferia é dar um tapa na cara do preconceito e desafiar a desigualdade.

“Somente a música pode levar oito pretos da favela pro Rio de Janeiro, pra ficar num hotel maneiro, pra comer do bom e do melhor, e tocar no palco mais importante do Rio. É essa música que tem o poder de unir 20 bandas completamente diferentes se tornando uma única tribo”. – Declaração do Kléber Martins em cima do palco.

Por último, apesar da Fundição Progresso ser imensa, o tamanho do significado de “Deixa o som te levar”, a autoral apresentada, não cabia naquele lugar. Na canção, a mesma música capaz de derrubar o Muro de Berlim, é exaltada como agente transformador do nosso estado de espírito, instrumento capaz de pintar um pouco de esperança nesses nossos muros tão cinzas.

A vitória da Periferia quase não acontece. A galera conseguiu esquecer os documentos em São Paulo e não tinha grana pra autenticar tudo no Rio. Apelaram aos Direitos Humanos.

Aos amigos que organizaram o WFV fica o meu muito obrigado por terem permitido que o Teoremas visse o festival de dentro. Outro agradecimento vai pro leitor que conseguiu chegar ao fim dessa matéria tão longa. Por último, aos músicos que participaram do festival e dedicaram alguns minutos de suas vidas a este blog, fica a nossa “mais grande maior imensa enorme superlativíssima” gratidão. Depois de conviver por dois dias entre artistas é difícil voltar ao mundo real. Não deixem de pilotar o som que nos leva a algum lugar. Vocês são heróis.

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1 – Informação sobre Bowie e o muro em: Tijolaço.

*Créditos de todas as fotos: Jéssica Riquena (@riquenajessica no Instagram) uma pitchuleca de apenas 18 anos que viveu mais de 10 horas no fosso.