A Netflix lançou nesta sexta, 14, To The Bone (O Mínimo Para Viver, em português), que narra a luta de uma jovem contra a anorexia. Em sua saga, ela conta com a ajuda de um grupo de apoio e um médico nada convencional vivido por Keanu Reeves. Mesmo antes de estrear, o filme já vem causando controvérsia por sua abordagem sobre um tema tão impactante.

A própria atriz principal, Lilly Collins, afirma já ter sofrido com transtornos alimentares. Ela diz que a vontade de colocar o assunto em voga foi um dos fatores que a motivaram a aceitar o papel. Para retratar a personagem, Collins teve que emagrecer muito, além de ter o auxílio de efeitos visuais nos momentos mais críticos da trama. Ela teve acompanhamento de uma nutricionista e sua família durante o processo. Segundo alguns especialistas, entretanto, uma pessoa que já teve problemas como anorexia e bulimia não deveria se submeter a esse tipo de perda de peso, assim como ex-alcoólatras e narcóticos não devem voltar a antigos hábitos.

Além disso, muitas críticas são parecidas com as que ouvimos sobre a abordagem do suicídio em 13 Reasons Why, série de enorme sucesso lançada pela Netflix em abril deste ano. Apesar da importância de discutir essas temáticas, o tom mais leve e jovial pode acabar intensificando as compulsões daqueles que já sofrem de algum tipo de distúrbio. Nutricionistas temem que o excesso de detalhes de O Mínimo Para Viver possa acabar fazendo o filme se tornar um “manual” ao invés de uma ferramenta de prevenção.

Assista ao trailer e tire suas próprias conclusões sobre O Mínimo Para Viver, disponível na Netflix: