Lançado em fevereiro desse ano, o filme ‘A Cura’ é uma mistura de suspense, terror e drama que cativa quem assiste. Gore Verbinski, diretor do filme (também conhecido por trabalhos como ‘Cavaleiro Solitário’, ‘Rango’, ‘O Chamado’ e os três primeiros filmes de ‘Piratas do Caribe), realmente se empenhou nesse filme e entregou, para o público, uma história impressionante.

Um dos primeiros pontos do filme que me cativou foi o Trailer. Eu gosto de assistir ao trailer antes de ver o filme, gosto de ter essa noção do que o filme é e o que irei encontrar nas próximas horas. E o trailer desse filme realmente me deixou impressionada. É simples, minimalista e a fotografia é impecável. O trailer cumpre seu papel de deixa um gostinho de quero mais que, acreditem, faz toda a diferença.

Lockhart (Dane DeHaan), um jovem ambicioso e com a carreira em ascensão, recebe um pedido da empresa em que trabalha para buscar um funcionário que após passar duas semanas em um ‘spa’, decide abandonar a empresa em um momento muito delicado. Ao chegar no lugar, Lockhart sofre um acidente, tendo que estender o tempo de permanência no local. A partir dessa situação o filme assume um novo rumo e começa, verdadeiramente, os momentos de suspense.

A casa de cura, que recebe apenas pacientes que possuem alto nível financeiro, fica localizada no alto de uma colina e não é bem vista pelos moradores das vilas ao redor. A história da casa e de seus antigos donos é primordial para que Lockhart consiga desvendar os mistérios por trás dos processos de tratamento que os pacientes são submetidos e a obsessão que eles possuem pela água do local.

O filme entrega o que promete, as cenas são bem desenvolvidas, os personagens são bem construídos e, embora ache que as duas horas e meia são exagero para contar tal história, entendo que são importantes para que esse desenvolvimento possa acontecer e para que os vários nós que são criados ao longo do filme sejam desfeitos e explicados ao público. A fotografia é outro aspecto que não decepciona. O filme é lindo, as cores escolhidas para cada cena, a locação usada nas filmagens e os planos apresentados durante todo o filme realmente impressionam e agradam.

O filme é bom, a história é boa, os atores são bons e a fotografia é ótima. Eu me sinto muito à vontade com um filme me deixa intrigada mesmo após o final, um filme que eu possa demorar dias e dias tentando decifrar certos acontecimentos e esse filme tem um pouco disso (talvez se tivesse um pouco menos de tempo de duração e com alguns ajustes e cenas cortadas, ele possuiria mais). Vale a pena conferir, não é uma obra-prima, possivelmente não terá grandes indicações a grandes prêmios e nem será considerado um filme cult, mas Verbinski fez um bom trabalho e entregou algo parecido com o trailer que tanto me agradou: simples, minimalista e com a fotografia impecável.