Álbum novo de Taylor Swift “reputation” chega essa sexta nas plataformas de streaming, depois de uma semana de seu lançamento oficial.

Taylor Swift lançou seu 6º e esperado álbum, reputation, na última sexta-feira, dia 10. Desde a estreia do primeiro single dessa nova era, Look What You Made Me Do, as expectativas estavam altas sobre qual estilo essa nova Taylor iria seguir, mas, ainda mais importante, sobre o que ela iria falar em suas letras. Os outros singles que sucederam o batedor de recordes LWYMMD foram … Ready For It?, Gorgeous e Call It What You Want To respectivamente. A partir dessas quatro faixas os fãs já entenderam um pouco melhor como seria o álbum completo: um mergulho definitivo no mundo pop, com tendências fortes do R&B (se isso ainda não estava claro para alguém desde 1989), uma Taylor mais dark, sombria e menos apaixonada, e, principalmente, um direito de resposta da cantora para toda as críticas que ouviu nos últimos 3 anos.

O clipe super produzido e comentado de Look What You Made Me Do foi o mais visto da história do Youtube em 24 horas e o sucesso não parou por aí. Taylor adotou a mesma estratégia de Adele, com o álbum 25, e só depois de uma semana da estreia oficial no Itunes, ele será liberado em plataformas de streaming. Isso fez com que o reputation fosse um dos álbuns mais vendidos do Itunes, congestionando o sistema do servidor e vendendo cerca de 800 mil cópias logo nas primeiras 8 horas nos Estados Unidos!

A capa do álbum já revela um grande propósito seu, já citado: contar a verdade de Taylor Swift. Não é difícil perceber que a imagem escolhida e os efeitos são uma clara metáfora das duas cantoras que existem: a verdadeira, quem ela realmente é e a retratada na mídia, a que forma sua “reputação”. Swift ficou três anos sem lançar músicas originais próprias, não participou de muitos programas e até mesmo, por um bom tempo, nenhum paparazzi a achava. Literalmente sumiu. Como nada com ela é acidente, acredito que esse “desaparecimento” foi essencial para o sucesso do álbum. Pois a curiosidade e a atenção construídas em volta de Taylor só se intensificaram, fazendo com que o reputation venha como uma esperada resposta à pergunta: o que aconteceu com Taylor?

“reputation” chegou no top #1 de 110 países no dia de seu lançamento (10/11)

Pelo o que vemos na música, Swift passou os últimos três anos se apaixonando, bebendo, rindo com seus amigos e – por que não? – planejando sua volta, sua, por assim dizer, vingança. Esse é outro aspecto bem interessante dessa nova fase. Nas letras, a compositora está bem mais sincera e aberta, citando diversas vezes álcool,  sexo e até xingando. O que parece bobo e corriqueiro no mundo do pop, não podia ser observado nos últimos álbuns de Taylor, talvez pela necessidade de manter a imagem angelical que foi construída para ela. Agora, ela se opõe de vez a isso, como canta na maravilhosa I Did Something Bad: “eles estão queimando todas as bruxas, mesmo se você não for uma. Então me acenda”

Creio que os grandes destaques do álbum foram quatro canções, além das já citadas. Primeiramente, não poderíamos deixar de comentar This Is Why We Can’t Have Nice Things. O grande título esconde a maior resposta da cantora para Kanye West e sua esposa, Kim Kardashian. Óbvio que Look What You Made Me Do também poderia ser considerada a “réplica” de Taylor para todas as acusações e polêmicas que o rapper causou. Mas, LWYMMD parece, na verdade, um grito contra todos que já provocaram Taylor, mentiram sobre ela, a usaram (alô, Katy Perry, David Mueller e a mídia toda em geral). Enquanto, por outro lado, TIWWCHNT tem trechos que são quase um tapa na cara de tão diretos. “Amigos não tentam te enganar, te ligar e manipular sua mente”, ela canta, claramente sobre todo o incidente da canção “Famous” de Kanye West e a ligação que o rapper teve com Taylor, vazada ao público pela sua esposa. Foi nesse dia também que Kim mandou, indiretamente, para Taylor “feliz dia da cobra”. Não à toa, o animal é uma das marcas mais importantes da cantora nessa nova fase. Por fim, um foco especial na risada da cantora no meio da faixa. Irônica, engraçada e até fofa.

Uma faixa que ganhou um lugar bem especial no meu coração é Don’t Blame Me. Creio que é uma das mais diferentes que a cantora já fez, musicalmente falando. O tom grave e as batidas eletrônicas dão o ar “dark” e sombrio mencionado no início. Também não pude deixar de notar uma semelhança grande com o estilo de Hozier, o eterno cantor de Take Me To Church, apesar dele não pertencer ao mundo pop propriamente dito. A breve parte em acappella seguida pelas notas mais agudas da cantora, revelam o potencial vocal de Taylor, tantas vezes questionados.

Já a única parceria do álbum, End Game, feita junto de Ed Sheeran e Future, pode muito bem ser considerada uma síntese da ideia de todo o álbum. Fala de relacionamento, reputação, fofocas e amor. Junta rap, com a voz mais forte da cantora e um refrão viciante. Uma fórmula perfeita para o sucesso. Entretanto, ainda temos músicas mais calmas, românticas e doces, bem do estilo da cantora há uns anos, como a linda New Years’s Day. A letra fala sobre como todo mundo quer achar alguém para passar a meia noite do Ano Novo junto, mas tem que ser muito especial para decidir ficar na manhã seguinte.

Cantora se apresentou no programa Saturday Night Live no sábado passado (11/11)

A cantora anda divulgando bastante seu álbum, que continua vendendo cada vez mais. Sua primeira apresentação ao vivo de suas novas canções foi no programa americano de sucesso, Saturday Night Live, onde Taylor cantou … Ready For It? e Call It What You Want. Sabemos que o reputation não vai concorrer a nenhum Grammy em 2018, porque sua estreia ultrapassou a data limite das gravadoras enviarem suas sugestões para a premiação. Mas com o sucesso que anda fazendo, posso imaginar que ainda vão vir muitos recordes e troféus, até porque o álbum é todo composto de músicas que tem tudo para causar medo na competição.

Confira a apresentação de “New Years’s Day” em uma sessão secreta da cantora: