O esperado Assassinato no Expresso Oriente estreia hoje (30/11) nos cinemas do Brasil! O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome, escrito em 1934, pela renomada escritora britânica Agatha Christie. A história já tinha ido para as telas três vezes: em 1974, pela direção de Sidney Lumet, em 2001, com uma versão exclusiva para a televisão e em forma de episódio, em 2010, na série Agatha Christie’s Poirot. Mas, a versão atual americana promete fazer muito mais sucesso. Para começar, o elenco conta com nomes de peso: Kenneth Branagh – ator principal, além de produtor e diretor do longa -, Willem Dafoe, Michelle Pfeiffer e Daisy Ridley, só para dizer alguns.

A história inicia-se com o famosíssimo detetive belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh) resolvendo um grande caso de assassinato em Jerusalém. Após sua conclusão, Poirot deve retornar a Londres, sua casa, onde outro caso o espera. Em sua parada em Istanbul, encontra um antigo amigo, Bouc (Tom Bateman), diretor do Expresso Oriente, que o oferece uma vaga no luxuoso trem, para auxiliá-lo na viagem para Europa. Apesar da primeira classe estar lotada, Poirot consegue um quarto.

Com o rigoroso inverno e uma grande nevasca, o trem sai dos trilhos, obrigando os passageiros a esperarem resgate, presos naquele ponto do caminho. Para piorar ainda mais a situação, Poirot e os comandantes do trem logo descobrem que o comerciante Samuel Ratchett (Johnny Depp) foi assassinado a facadas na noite anterior. Então, o detetive assume a difícil missão de descobrir quem, dentre as pessoas da primeira classe, é o assassino.

Michelle Pfeiffer faz a sedutora e misteriosa Caroline Hubbard.

A história é excelente e tem os elementos perfeitos para prender o telespectador na tela, como todo bom mistério de Agatha Christie. Os suspeitos, no pequeno espaço do trem, presos pela neve do lado de fora, com suas roupas elegantes e personalidades excêntricas. A construção da narrativa de Christie, além de seu humor ácido e sua complexidade ímpar, foram muito bem preservados por Branagh e pelo roteirista Michael Green.

Além disso, outro ponto que merece muito destaque no filme é sua fotografia e direção, com ângulos de filmagens e jogos de câmera interessantes, que ajudam a preservar o mistério. Assim como em Os Oito Odiados de Quentin Tarantino, foram usadas câmeras de filme 65mm – auxiliando no efeito panorâmico que o longa tanto usa, ao mostrar as montanhas de neve que cercam o trem.

Resumindo, além de uma história intrigante, personagens complexos – apesar de, em um filme, não terem o devido tempo de se desenvolverem – e falas engraçadas e interessantes, é um filme lindo de se ver. As paisagens, mesmo sendo em grande parte criadas pela computação, e a fotografia ajudam na bela construção da atmosfera do Expresso Oriente, onde medo, tensão e mistério ganham vez.  

E, pelo que parece, a FOX já está com planos para o futuro do detetive. Boatos que Michael Green volta como roteirista, ano que vem, para escrever outra adaptação de Christie. Dessa vez, Morte no Nilo, publicado em 1937. As apostas estão altas para que Kenneth Branagh também volte como Hercule Poirot para repetir a excelente performance de Assassinato no Expresso Oriente. Estamos ansiosos esperando confirmação!

Confira o trailer: