Uma das minhas alegrias de toda segunda feira é saber que a minha playlist do Spotify de Descobertas da Semana já atualizou. E esse algoritmo -maravilhoso- faz por mim o que fiz durante toda a minha adolescência e vida adulta, vai procurar música nova de artistas que nunca ouvi falar sem que eu tenha o trabalho de ouvir tudo e filtrar o que mais me agrada.

Mas esse texto não é sobre meu gosto musical! É sobre a banda que encheu meus ouvidos a meses atrás, e que toda vez que toca me sinto dentro do filme Onze Homens e Um Segredo.

Jungle foi fundada em 2013, pelos músicos Tom McFarland e Josh Lioyd, antigos amigos de infância que após se formarem no ensino médio, passaram a tocar em algumas bandas e com isso, conhecerem outros artistas e investigar novas sonoridades. Dessa forma colaborativa nasceu a Jungle, uma banda descrita como “funk soul meio década de 70” com pitadas ácidas, tropicais e psicodélicas. Em 2014 a banda lança seu primeiro álbum.

A banda permeia o imaginário das pessoas já que raramente os integrantes dão entrevistas e são poucas as imagens em que mostras os reais integrantes. Todos os clipes são compostos por dançarinos de break em um único ambiente. A banda teve o seu sucesso viral com a música Platoon, em que no clipe uma dançarina de 10 anos dança da forma mais fofa possível.

Segundo McFarland “Não estamos nos escondendo, só estamos pensando em criar coisas mais importantes, mais bonitas” e brinca com “Não aparecemos nos clipes porque não sabemos dançar. Quando o Steven Spielberg faz um filme, ele não aparece no final dizendo, ‘eu sou Steve, fui eu que fiz esse filme’.”

A sonoridade da banda é como um túnel do tempo até a década de 70 mas com uma roupagem extremamente atual. E sim, um som de 2014. Em resumo, o som de Jungle é aquele que quando toca, não consigo ficar parado. Nem que seja balançando a cabeça de um lado para o outro, estilo Fat Family.